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AULA MAGNA 1º SEMESTRE DE 2019

Faculdade Fipecafi apresenta aula magna com palestra sobre o panorama econômico do Brasil


A economista Ana Carla Abrão Costa foi a convidada da noite e abordou a agenda econômica que o país deve priorizar para voltar a crescer e ter produtividade


Na última segunda-feira (11), a Faculdade Fipecafi, instituição de finanças, contábeis e atuariais, realizou sua aula magna no auditório Funcadi, na biblioteca da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA/USP). O evento, que marca o início do semestre para os alunos dos cursos presenciais e de Educação à Distância (EAD) de graduação, pós-graduação, tecnólogo, MBA, contou com apresentação da economista Ana Carla Abrão Costa, que trouxe a palestra: “Panorama Brasil”. Na oportunidade, houve, ainda, a premiação dos alunos e professores melhor avaliados durante o último semestre de 2018.


A mesa foi composta pelo diretor-presidente da Fipecafi, Professor Welington Rocha, pelo diretor de cursos da Fipecafi Professor João Domiraci Paccez, do diretor administrativo financeiro da instituição professor Márcio Borinelli e pela superintendente educacional da Faculdade Fipecafi Professora Luciana Campos Machado. Estiveram presentes, também, na plateia os coordenadores de cursos da Faculdade Fipecafi e da FEA-USP, bem como os demais docentes e discentes dessas instituições. Foram lembrados, ainda, os Membros dos Conselhos Curador e Fiscal da Faculdade Fipecafi, que não puderam estar presentes, além dos Coordenadores e Advisors da Faculdade Fipecafi. 


O evento foi aberto pelo professor dr. Welington Rocha, que falou sobre a excelência do ensino na Faculdade Fipecafi e sobre os valores da instituição, como justiça, decência, honestidade, integridade, correção de propósito, profissionalismo, meritocracia e coragem. “Queremos que vocês saiam daqui como melhores profissionais, claro, mas como seres humanos mais completos. Por isso, estimulamos o compartilhamento de lições de vida, entre professores e alunos”, finalizou. 


A Aula Magna


O tema da aula inaugural foi “Panorama Brasil”, apresentado pela convidada Ana Carla Abrão Costa, ex-secretária da Fazenda de Goiás nos anos de 2015 e 2016. Formada em economia pela Universidade de Brasília (UnB), mestrado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ) e doutorado pela FEA-USP, é, ainda, Head da Oliver Wyman no Brasil e sócia nas áreas de finanças e riscos e políticas públicas. Foi servidora concursada do Banco Central do Brasil, economista-chefe na Tendências Consultoria Integrada e diretora da área de controle de riscos do ItaúUnibanco, além de ter uma coluna no caderno de economia do jornal O Estado de S. Paulo, publicada todas as terças-feiras.


A especialista falou sobre o panorama econômico brasileiro e levantou os principais pontos para que o Brasil volte a se desenvolver. Iniciou sua palestra analisando os principais indicadores do Brasil nos últimos 20 anos. “Quando olhamos em números absolutos, vemos que temos muito a comemorar: PIB per capta aumentou mais de 30%, a mortalidade infantil diminui significativamente, a expectativa de vida subiu, o acesso ao saneamento, a alfabetização e a média de escolaridade também melhoraram, os índices de pobreza e de pobreza extrema caíram muito, desigualdade de renda melhorou, salário mínimo subiu e do ponto de vista da inflação e da taxa de juros, a gente vive hoje o melhor momento, historicamente”, explica.


Mesmo com essa análise, aparentemente, positiva, Ana Carla lembrou que o grande problema do Brasil foi ter se descolado da tendência econômica mundial, ou seja, para a especialista, enquanto todos iam bem, nós íamos bem, mas quando as outras nações continuaram caminhando para recuperação, o Brasil retrocedeu. “O que falta para que uma economia tão importante como a nossa avance? A palavra é produtividade”, afirma. 


Para a especialista, entre os vilões da produtividade está a baixa qualidade da educação, infraestrutura insuficiente, mercado de crédito fraco, ineficiência do setor público, pouca abertura comercial e gestão empresarial/ambiente de negócios insatisfatório e pouco atraente aos investidores. “Apesar de sermos a oitava economia do mundo, estamos em 73º de 137 países em infraestrutura, por conta da falta de infraestrutura logística (rodovias, aeroportos, ferrovias, transporte marítimo). Isso, sem considerar os viadutos que caem”, provocou a economista. 


A economista apontou como alguns dos responsáveis pela falta de infraestrutura e produtividade brasileiras, os processos de licenciamento ambiental, as leis para licitação e compras públicas, falta de autonomia das agências reguladoras, baixo desenvolvimento do mercado de ações e pouca segurança jurídica dos servidores públicos. “Existe no Brasil um fenômeno chamado ‘apagão da caneta’, que nada mais é que o medo de tomar decisões por parte do servidor público, por medo de sofrer punições, mesmo agindo de boa fé. O resultado é a estagnação”, advertiu. 


O mercado de crédito também foi um dos destaques da economista, que é microeconomista bancária e expert no tema e ressaltou que crédito e ambiente de negócios positivo geram crescimento. “No início dos anos 2000, o mercado de crédito começou a evoluir no país, refletindo positivamente na economia. No entanto, após a crise de 2008, começou-se a inflamar o mercado de crédito de forma artificial, e o resultado foi a queda da economia. Isso porque não basta dar crédito. É preciso dar crédito de qualidade”, disse.


Para Ana Carla não dá pra falar de produtividade sem falar do setor público. “Melhorar o setor público no Brasil é imperativo social. Estamos no terceiro país mais desigual do mundo, no qual a maioria da população depende desse serviço para ter mínimas condições de vida (saúde, educação, segurança). Hoje, o setor público consome 40% do PIB e a sua qualidade é uma das piores do planeta. É preciso mudar esse modelo e rever os privilégios sem retirar direitos, valorizando quem trabalha e penalizando quem não trabalha. Simples assim”, finalizou.


A Premiação


O Prêmio Excelência Acadêmica Fipecafi foi instituído pela Faculdade visando reconhecer o desempenho de seus docentes e discentes. “Os professores premiados foram escolhidos com base na avaliação que os alunos fizeram. Já os discentes são analisados em suas provas e trabalhos de classe. Essa é uma forma da Faculdade Fipecafi expressar seu reconhecimento pelos melhores professores e alunos”, comentou o diretor-presidente da instituição, professor Welington Rocha.


Entre os alunos premiados, estão: Ailton Melo Araújo Filho, do curso de Graduação em Ciências Contábeis, Kátia Ferreira da Costa, do curso de MBA Gestão Tributária, José Ribamar de Brito, do curso de Pós-Graduação em Contabilidade, Controladoria e Finanças (CEFIN), Rafael Sanches Piantola, do curso de MBA Controller, Gustavo Signore, do curso de MBA IFRS e Isamara Silva Cota, do Mestrado Profissional em Contabilidade e Finanças. Os discentes receberam a premiação das mãos da superintendente educacional da Faculdade Fipecafi Professora Luciana Campos Machado, e do diretor de cursos da Fipecafi, Professor João Domiraci Paccez.


Já entre os professores congratulados, estão: Leide Vânia Miranda Moreira, do Curso de Graduação em Ciências Contábeis, Rodrigo Paiva Souza, do Mestrado Profissional Controladoria e Finanças, Henrique de Campos Jr., do curso de MBA Controller, Marcos Ferraz de Paiva, do curso de MBA Controles Internos, Fábio Rodrigues de Oliveira, do curso de MBA Gestão Tributária, Isabel Cristina Lopes, do curso de MBA IFRS, Arthur Vieira de Moraes, do curso de MBA Executive em Finanças e Negócios, Alexandre Assaf Neto, do curso de Pós-Graduação em Contabilidade, Controladoria e Finanças (CEFIN), Márcio Luiz Borinelli, do curso de Pós-Graduação em Gestão de Custos e Negócios, Luiz Henrique Machado de Azambuja, do Curso de Pós-Graduação em Gestão de Seguros e Previdência, Renan Barabanov de Assis, do curso de Pós-Graduação em Gestão de Governança, Risco e Compliance e Eduardo Alves de Oliveira, dos cursos de Educação Executiva. A entrega das premiações foi realizada pelo professor Welington Rocha.