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PROJETO ANUÁRIO DE AGRO-NEGÓCIO - CRITÉRIOS

 
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Critérios

Como as empresas foram avaliadas
Entenda os critérios de classificação e de análise das companhias citadas neste anuário

Este anuário analisou o desempenho das maiores empresas do agronegócio brasileiro. Foram considerados pertencentes ao agronegócio os produtores agropecuários, as empresas que fornecem insumos ou prestam serviços a esses produtores e as indústrias que compram o produto agropecuário para processamento. No caso das indústrias que compram o produto do campo, são consideradas parte integrante da cadeia do agronegócio apenas as que estão na primeira etapa do processo de transformação — caso, por exemplo, de uma empresa do segmento têxtil que use algodão para fabricar tecido. Ficam excluídas as empresas que só entram nas etapas finais — por exemplo, aquelas que compram o tecido já pronto para fazer roupa. Para realizar o anuário, EXAME contou com o apoio da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), ligada à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo.

As empresas analisadas foram agrupadas em setores, levando-se em conta sua atividade principal. Nesta edição, são apresentadas as melhores companhias de 13 setores: açúcar e álcool; adubos e defensivos; algodão e grãos; aves e suínos; café; carne bovina; leite e derivados; madeira e celulose; máquinas, equipamentos e ferramentas; óleos, farinhas e conservas; revenda de máquinas e insumos; nutrição e saúde animal; e têxtil. A escolha das melhores companhias de cada setor foi feita seguindo o conceito de excelência empresarial, que é obtido pela soma de pontos ponderados conseguidos pelas empresas em sete indicadores de desempenho: crescimento das vendas (peso 10), liderança de mercado (peso 15), liquidez corrente (peso 15), liquidez geral (peso 10), rentabilidade (peso 25), reposição da capacidade produtiva (peso 15) e riqueza por empregado (peso 10). Em relação ao quesito rentabilidade, são atribuídos pontos apenas às empresas que obtiveram lucro. Em cada indicador, a escala de pontos iniciais vai de 10, para o primeiro colocado, a 1, para o décimo. Assim, o primeiro colocado em liquidez corrente obtém 150 pontos, ou seja, os 10 pontos vezes o peso 15. O maior peso atribuído ao item rentabilidade deve-se à premissa clássica de que a função primária de uma empresa é a busca de lucro para a criação de valor. Os itens reposição da capacidade produtiva e riqueza por empregado são considerados indicadores importantes da capacidade de geração de emprego e de renda.

Além dos pontos obtidos nesses sete indicadores, a empresa pode somar bônus por ter se destacado em outros anuários de EXAME ou por revelar transparência na divulgação das demonstrações contábeis. As 20 empresas-modelo do Guia EXAME de Sustentabilidade ganham 50 pontos. As dez primeiras listadas no Guia EXAME — As 150 Melhores Empresas para Você Trabalhar também levam 50 pontos, e as outras 140 incluídas recebem 25 pontos. As empresas que não enviaram demonstrações contábeis não têm direito a bônus. No quesito transparência são atribuídos 30 pontos às empresas que publicaram balanços; 20 pontos àquelas que os enviaram à equipe técnica da Fipecafi mas não os publicaram; e mais 20 pontos às que apresentaram parecer de auditores independentes. Em caso de empate entre duas empresas, prevalece a que mais pontuou no quesito rentabilidade. Todas as concorrentes são selecionadas entre as 400 maiores empresas.

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